30 de agosto de 2006

IOF zero favorece todos os segurados

Fonte: Seguros.com.br - Data: 30.08.2006

Contratar um seguro de vida vai ficar mais barato a partir desta sexta-feira, quando será zerada a alíquota do IOF incidente sobre o valor do prêmio. Segundo a coordenadora de Produtos da Vida Seguradora, Alice Costa, a medida também beneficia aqueles que já contrataram um seguro de vida: "a extinção do IOF reflete positivamente em nossos produtos. Com a redução dos preços, o segurado pode aumentar o valor garantido sem alterar significativamente o valor da sua contribuição. A medida traz benefícios sem pesar no bolso do contribuinte", frisa a executiva. Segundo ela, a partir de outubro, a Vida Seguradora lançará uma campanha para auxiliar seus clientes na reavaliação de seu valor garantido. Os clientes receberão uma proposta personalizada, que sugere novos valores e novas oportunidades para garantir ainda mais auxílio e tranqüilidade para seus beneficiários.

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28 de agosto de 2006

Seguro de celular: vale a pena?

Fonte: GAZETA MERCANTIL - Data: 29/08/2006

Na hora da compra de um celular, oferecem um seguro a você.

A idéia parece boa, e você aceita. Mas, na hora em que precisar usá-lo, pode ter uma péssima surpresa e descobrir que não tem direito a nada. Como assim? Um exemplo: se o ladrão surrupiar o celular da sua bolsa discretamente, você não receberá a indenização. Se você perder ou quebrar o aparelho, não adianta nem sonhar.

Basicamente, o seguro só serve se o ato do roubo envolver violência e/ou deixar vestígios. O.k., mas o que é violência? Nem sempre o cliente e a seguradora concordam.

Foi o que aconteceu com a engenheira Margaret Zilberman Macret, que teve seu celular roubado enquanto andava pelas ruas próximas de casa. `Um sujeito me deu um forte empurrão, arrancou o celular da minha cintura e saiu correndo`, conta. É violência ou não é? Ao contactar a seguradora Mapfre, ela foi informada de que não teria direito a receber um novo celular porque não havia sido ameaçada com uma arma.

Essa informação constava do boletim de ocorrência feito pela própria Margaret. Cliente da operadora Vivo, ela pagava mensalmente R$ 10 pelo seguro, cobrado diretamente na conta.

Depois de muita discussão, inclusive com um apelo ao serviço São Paulo Reclama,do Estado, a seguradora decidiu restituí-la com um outro aparelho.

Só que dois meses haviam se passado, e Margaret já havia comprado outro celular. `Agora, só aceito dinheiro.` Paulo Rossi, diretor da Mapfre, garantiu ao Link que Margaret será indenizada e disse que casos semelhantes devem ser encaminhados ao Defensor do Segurado, profissional da Mapfre encarregado de ajudar o cliente insatisfeito. `Ele tem autonomia de decisão`, afirma.

O valor do seguro depende do celular, mas pode chegar a R$ 30 mensais. As operadoras fazem parcerias com seguradoras para oferecer o serviço aos seus clientes.

A Vivo oferece serviços da seguradora Mapfre. A Claro tem parceria com a ACE Seguradora. A Tim não oferece o serviço. Lojas varejistas, como as da Rede Ponto Frio, também oferecem seguro de celular.

Cada seguradora tem um contrato diferente, mas, tanto a Mapfre como a ACE Seguradora não cobrem o furto simples, que é cometido sem violência ou sem deixar vestígios. `Se o ladrão entra numa casa, arromba uma porta ou quebra um vidro, o segurado terá direito a indenização`, diz o diretor de seguros de bens pessoais da ACE, Ernesto Canedo.

LEIA O CONTRATO

O Procon-SP recebe com freqüência queixas contra seguradoras de celular. Segundo Renata Reis, técnica do órgão de defesa do consumidor, muitas vezes o consumidor não é devidamente informado sobre as condições do seguro. `É preciso exigir a cópia da apólice antes de contratar o seguro`, orienta.

Para Renata, os contratos às vezes são confusos. Por isso, é recomendável tirar as dúvidas com a seguradora, de preferência antes de tomar a decisão.
Ela diz que o contrato deve deixar claro qual é o prazo do ressarcimento e se há carência.

A indenização pode ser em forma de um novo aparelho (ou similar) ou em dinheiro, no valor correspondente.

O empresário Reinaldo Santos Júnior afirma ter tido muita dificuldade para obter uma cópia escrita do contrato do seguro de seu celular, na época que pagava pelo serviço. `Depois de muita insistência com o atendimento da Claro, finalmente consegui`, diz.

Em alguns contratos, as seguradoras arcam apenas com parte do valor do novo aparelho, e o cliente fica responsável pela outra parte.[1]

Diante de tantos `senões`, será mesmo que o seguro de celular vale a pena.(OESP)

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27 de agosto de 2006

Seguro viagem internacional

Fonte: site Touristcard

Desde 2004, para viajar pelos países europeus que fazem parte do Tratado de Schengen* é preciso atender a uma série de normas, entre elas, a adesão obrigatória a um seguro médico-hospitalar, passagem de ida e volta, renda suficiente para se sustentar durante a visita e comprovante de estadia. Os países que fazem parte do Tratado são: Áustria, Bélgica, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Islândia, Itália, Grécia, Luxemburgo, Holanda, Noruega, Portugal,Espanha e Suécia.

Para os brasileiros, por enquanto, a exigência de serguro saúde é obrigatória em casos de permanência superior a 90 dias. Na França, essa exigência é para todos os visitantes e a tendência é que se estenda também para viagens inferiores a 90 dias.

Ainda que todos esses países façam parte de um mesmo tratado, cada um possui uma política de implantação e algumas exigências são até dispensadas. Por isso, é necessário que se verfique os pré-requisitos de cada país. Além disso, você precisa checar se a cobertura da sua seguradora atinge os 30 mil Euros exigidos pela maioria desses países. Dependendo do país escolhido e da duração da viagem, na Touristcard, o seguro custa a partir de U$48,00. Consulte-nos para maiores informações.


Veja abaixo as exigências de cada país:

Alemanha
- Comprovante de estadia
- Seguro saúde de 30 mil euros
- Comprovante de renda de 25 euros/dia


Áustria
- Comprovante de estadia
- Seguro saúde de 30 mil euros
- Comprovante de renda não estabelecido


Bélgica

- Comprovante de estadia
- Seguro saúde é recomendado
- Comprovante de renda não estabelecido


Dinamarca

- Comprovante de estadia
- Seguro saúde recomendado
- Comprovante de renda U$ 50/dia


Espanha
- Comprovante de estadia
- Seguro saúde de 30 mil euros
- Comprovante de renda de 3 mil Euros



Finlândia

- Comprovante de estadia
- Seguro saúde de 30 mil euros
- Comprovante de renda 40 Euros/dia


França
- Comprovante de estadia
- Seguro saúde de 30 mil euros
- Comprovante de renda não estabelecido


Grécia
- Comprovante de estadia
- Seguro saúde de 30 mil euros
- Comprovante de renda U$ 50/dia



Holanda
- Comprovante de estadia
- Seguro saúde de 30 mil euros
- Comprovante de renda


Islândia
- Comprovante de estadia
- Seguro saúde de 30 mil euros
- Comprovante de renda não estabelecido



Itália
- Comprovante de estadia
- Seguro saúde de 30 mil euros
- Comprovante de renda de 269 Euros para cinco dias


Luxemburgo
- Comprovante de estadia
- Seguro saúde recomendado
- Comprovante de renda não estabelecido


Noruega
- Comprovante de estadia
- Seguro saúde sem cobertura estipulada
- Comprovante de renda não estabelecido


Portugal
- Comprovante de estadia
- Seguro saúde sem valor fixo
- Comprovante de renda 75 Euros entrada + 40 Euros dia


Suécia
- Comprovante de estadia
- Seguro saúde de 30 mil euros
- Comprovante de renda não estabelecido


*O Tratado de Schengen foi assinado em 1985 pelos sete países que então faziam parte da União Européia. O intuito desse acordo era criar um espaço comum de livre circulação de pessoas e mercadorias, facilitar o turismo, controlar a imigração, combater o tráfico de drogas e colaborar em processos judiciais e policiais. Além disso, com visto Schengen o turista fica livre para circular entre os países do Tratado sem a necessidade de outros vistos. Ao longo dos anos, outros países se juntaram ao Tratado e hoje já são quinze nações envolvidas.

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25 de agosto de 2006

Acidentados reclamam de interferência em recebimento de seguro DPVAT

Fonte: Detran - Data: 25.08.2006

Para empresa de consultoria, muitos acidentados desconhecem direito a seguro

PRÁTICA estaria ocorrendo no Hospital Padre Albino, segundo denúncia

Pessoas que se acidentaram e foram socorridas no Hospital Padre Albino se sentiram coagidas a assinarem contratos para recebimento do DPVAT (Seguro Obrigatório por Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres) por meio de empresa de consultoria com a qual o hospital tem convênio.

A vendedora Karina Aparecida de Oliveira, 19, e sua família sofreram um acidente automobilístico no último dia 19.

Quando aguardavam a entrada na sala de raio-X, foram surpreendidos por duas pessoas que lhe ofereceram papéis para assinarem, os quais teriam assinado acreditando se tratar de documentação necessária para o atendimento.

Dias depois, ontem, J.C.A. de S., 19, se acidentou com sua moto e quando estava na maca, no Hospital Padre Albino, foi abordada por uma pessoa que se apresentou como funcionário de empresa terceirizada.

“Ele me disse que se eu não quisesse pagar pelo atendimento prestado, deveria assinar aqueles papéis, com o valor a ser pago pelo DPVAT em branco, e me pediu cópias de meus documentos”, afirma.

Karina e J. registraram boletim de ocorrência, acreditando terem sido vítimas de golpes aplicados dentro do HPA.

Karina alega que o funcionário da empresa de consultoria Finamed se tornou agressivo e “disse que tomaria providências contra ela”, quando lhe falou que não entregaria as cópias de seus documentos.

“Isso me fez suspeitar de golpe”, afirma a vendedora, que afirmou ter assinado cópias de documentos com espaços em branco.

“Estranhei porque sei que o atendimento no hospital é gratuito. Liguei para advogados e despachantes. Eles me disseram que era fraude”, disse.

O proprietário da empresa de consultoria Finamed, Mauro Henrique Garcia, alega que os funcionários da empresa são orientados a explicarem para as vítimas de acidente que elas podem ser atendidas pelo SUS ou por meio do convênio DPVAT, no próprio hospital, “o que lhe proporcionaria um melhor atendimento”. “Sabemos como o SUS é deficitário”, argumenta.

Segundo Garcia, se não houve morte nem amputação, o seguro cobre gastos com despesas médicas e hospitalares, como consultas, exames e medicamentos.

“São pagos no máximo R$ 2.695,90, mediante comprovação dos gastos, sendo que é seguida a tabela do DPVAT. Não interessa se a pessoa gastou R$ 100 na consulta. O seguro cobrirá R$ 39. O DPVAT paga como prêmio, não como reembolso, e, como não há informações a respeito, a empresa de consultoria pretende apenas orientar”, explica.

Indagado sobre o porquê de as vítimas de acidentes serem orientadas a assinaram papéis com o espaço destinado aos valores a serem gastos em branco, o empresário alegou que isso acontece para facilitar procedimentos administrativos, “porque naquele momento ainda não se sabe do que a pessoa vai precisar”.

“O que acontece é que muitos voltam atrás nas decisões”, acrescenta, explicando que, do contrário, haveria necessidade de a pessoa assinar novas faturas a cada novo procedimento.

ENTENDA O QUE É O DPVAT

O DPVAT foi criado com o objetivo de amparar as vítimas de acidentes. Qualquer vítima de acidente envolvendo veículo (ou seu beneficiário) pode requerer a indenização do DPVAT.

As indenizações são pagas individualmente, não importando quantas vítimas o acidente tenha causado. O pagamento independe da apuração de culpados.

Além disso, mesmo que o veículo não esteja em dia com o DPVAT ou não possa ser identificado, as vítimas ou seus beneficiários têm direito à cobertura.

O Seguro Obrigatório prevê indenizações em caso de Morte e Invalidez Permanente, além do Reembolso de Despesas Médicas e Hospitalares (DAMS).

Nesse último caso, a própria vítima pode requerer o seguro, apresentando recibos de despesas em seu nome.

Quando o requerente for a vítima e os recibos de despesas estiverem em nome de terceiros, o pagamento só deverá ser feito à vítima, mediante a apresentação de Cessão de Direitos ou Termo de Anuência.

Quando o requerente for terceiro, o pagamento estará condicionado à apresentação da Cessão de Direitos ou Termo de Anuência assinado pela vítima.

O prazo para dar entrada em um pedido de indenização do DPVAT é de 20 anos, a contar da data em que ocorreu o acidente.

Depois disso, o seguro cai em prescrição, o que, juridicamente, significa perda do direito à sua reivindicação.

Os pedidos de indenização do DPVAT devem ser feitos através das seguradoras do mercado. Basta que o interessado escolha a seguradora de sua preferência e apresente a documentação necessária.

O procedimento para receber a indenização do Seguro Obrigatório DPVAT é simples e dispensa a ajuda de intermediários.

O interessado deve ter cuidado ao aceitar a ajuda de terceiros, pois são muitos os casos de fraudes e de pagamentos de honorários desnecessários.

Outras informações no site do Detran.


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24 de agosto de 2006

Cobertura residencial é barata e ampla

Fonte: DCI - Data: 24.08.2006

O seguro residencial é bem mais barato se comparado ao de automóvel. E muitos pensam que seguro de uma casa compreende só a construção, sem saber que podem ser protegidos também móveis, eletrodomésticos, vidros, etc., por um valor anual baixo. Para segurar um carro se paga mais de R$ 1 mil por ano, enquanto uma casa ou apartamento sai por R$ 100 a R$ 200, em média.

Se quiser incluir os bens existentes dentro do imóvel, você paga mais cerca de 1% sobre o valor segurado. Assim, se televisão, vídeo, móveis e outros produtos valem R$ 5 mil, o seguro anual será de R$ 50.

Segundo especialistas, o valor do residencial é cerca de sete a oito vezes menor que o de automóvel. Isso acontece porque o risco de haver um acidente de trânsito é muito maior e mais freqüente do que o de ocorrer um incêndio ou assalto em uma casa. A taxa cobrada em relação ao valor do imóvel é baixa, apenas 0,1%.

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Seguro popular esbarra em interesses

Fonte: A TRIBUNA - Data: 24.08.2006

Uma novela que ainda terá muitos capítulos. Assim pode ser definido o impasse entre a Superintendência de Seguros Privados (Susep) e as empresas seguradoras de veículos. Isso porque, nove meses após o anúncio da Susep, o seguro popular para carros usados ainda não saiu do papel. No jogo de interesses, quem sai perdendo é o consumidor, que fica sem o produto.

Criado pela Circular nº 306/05, o seguro popular visa incluir no mercado de seguros os carros com mais de cinco anos de uso. "Um nicho muito significativo", diz o coordenador da Gerência de Seguros de Bens e Produtos de Capitalização da Susep, Edson Donega.

O levantamento mais recente do Centro de Estatística da Susep, baseado nos bilhetes do seguro obrigatório (Dpvat), mostra que, dos 27,8 milhões de veículos usados no País, apenas 8 milhões são segurados, o que representa cerca de 30%. ''E esse número cai muito quando consideramos os modelos com mais de oito anos de uso''.

De acordo com Donega, nenhuma empresa apresentou projetos ou sugestões de apólices específicas para o plano. A idéia do seguro popular foi criar um produto mais barato e enxuto que o tradicional, de maneira que o segurado receba apenas a indenização total. ''O grande vilão dessa história é o prêmio da indenização parcial dos carros mais antigos. Fica a cargo das seguradoras decidirem se vão ou não trabalhar com esse serviço''.

O coordenador explica que, quanto mais serviços e coberturas o segurado contratar, mais caro será o plano de proteção. ''Cada seguradora tem seus critérios tarifários. A Susep fez a parte dela, que era criar um plano padronizado''.

No entanto, o diretor de Automóveis e Assuntos Institucionais da Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e Capitalização (Fenaseg), Ricardo Xavier, afirma que o interesse por parte das empresas esbarra na relação custo/benefício das seguradoras.

''Na verdade, nós ainda não identificamos os mecanismos que permitam que esse serviço seja considerado popular, já que a taxa do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) continua a mesma, de 7%'', revela Xavier, ao mencionar que é necessário que as normas estabelecidas pela Susep sejam revistas, dando mais flexibilidade aos contratos.

Outro ponto destacado pelo diretor da Fenaseg é a restrição do mercado de reposição dos veículos usados, uma vez que as peças não se desvalorizam na mesma proporção do bem. Uma possibilidade apresentada por Xavier é a utilização de peças paralelas, o que fere o Código de Defesa do Consumidor, que determina às seguradoras a instalarem equipamentos novos nos consertos.

''Cerca de 75% dos veículos com até cinco anos de uso são segurados. Os proprietários de modelos acima disso não contam com muitas opções de planos no mercado. Esse segmento tem grande potencial, no entanto, o processo da popularização do seguro é complicado, pois temos que garantir a qualidade nos reparos. Apresentamos nossas sugestões à Susep em fevereiro, mas não adiantou''.

De 7 a 15 anos

Um dos exemplos que mais se aproximam da proposta da Susep é o plano Auto Usados, da Indiana Seguros. Voltado para veículos entre sete e 15 anos, o pacote de serviços protege o bem contra perda total, roubo e furto, além de contar com assistência 24 horas e poder custar até 52% menos em relação ao seguro convencional ? dependendo do perfil do contratante.

O vice-presidente da Indiana Seguros, Cláudio Afif Domingos, revela que o mercado de seguros precisa crescer.

Por isso, a idéia da Susep é boa, mas há a questão do custo administrativo, que subiria muito na relação com o prêmio médio''.

Segundo Domingos, certas normas estabelecidas pela Susep (como a determinação de que a emissão de apólices no plano popular custe, no máximo, R$ 20,00) não estimulam as empresas. ''O custo de emissão é o mesmo, independentemente do seguro, mas os prêmios são bem diferentes para a seguradora''.

Assim como Xavier, o empresário conta que o principal complicador é o mercado de reposição. ''Você não pode estipular que as peças de substituição sejam usadas ou paralelas, pois, além de contrariar o Código de Defesa do Consumidor, as empresas poderiam estimular a prática de roubos''.

Em resposta às críticas, o coordenador da Susep afirma que não é atribuição da entidade reduzir taxas de impostos, bem como criar normas que contrariem a legislação em vigor. ''Nosso papel foi feito. Criamos o que era permitido, baseados nas leis. Não dá para fugir disso'', conclui Donega

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22 de agosto de 2006

Sequestro da Globo - Proprietário diz que mentiu para evitar prejuízo e usar seguro

Fonte: O Estado de S. Paulo - Data: 22.08.2006

O proprietário do estacionamento Stop Bem, Renato Santos, afirmou ontem ter mentido em seu depoimento à polícia para que a sua empresa não tivesse de ressarcir o proprietário do veículo.
O automóvel foi levado por um de seus manobristas e utilizado no seqüestro da reportagem da Globo. Depois disso, foi localizado queimado na capital paulista.
"Fizemos o boletim como roubo. O crime foi de um jeito, mas foi comunicado de outro jeito. Fiz isso para que o cliente que teve o carro queimado fosse indenizado pelo seguro. O seguro é só para roubo e não furto", falou Santos à Folha.
O proprietário do estacionamento decidiu mudar o seu depoimento após o manobrista que alegou ter sido roubado entrar em contradição em seu depoimento à polícia. Chamado novamente a depor, Santos acabou revelando que mentiu para que o seguro fosse acionado -caso contrário, o estabelecimento teria de pagar todo o prejuízo com o furto.
"Eu não ia adivinhar que fossem usar o carro para seqüestro", disse o dono do estacionamento. Ele afirma não ter acionado o seguro.
De acordo com Santos, o manobrista Luciano José da Silva, acusado pela polícia de envolvimento no seqüestro, havia sido contratado dois dias antes de furtar o carro. "Nem cópia dos seus documentos nós tínhamos. Quem o trouxe foi um encarregado meu. Falou que ele já tinha trabalhado em outros estacionamentos", afirmou.


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