27 de fevereiro de 2007

Usuários poderão dar notas para planos de saúde

Fonte: SEGS.com.br - Data: 27.02.2007
Vania Absalão


A acreditação, método que começou a ser usado nos Estados Unidos nos anos 90, pretende desenvolver um novo padrão de qualidade do serviço no país

Desde que a Lei dos Planos de Saúde foi sancionada, há quase um ano, o mercado de saúde suplementar passou a se adequar a uma nova fiscalização por parte da Agencia Nacional de Saúde (ANS). Dentre os avanços obtidos neste período destaca-se a imposição de limite de prazo de carência, que acabou com a postergação em até 36 meses da cobertura para procedimentos de alto custo e duração prolongada. Além disso, foi proibida a recontagem do tempo de carência quando do atraso no pagamento das mensalidades.

Segundo o advogado Luiz Felipe Conde, sócio do escritório Pellon & Associados Advocacia e especialista em Saúde Suplementar, "a prática de seleção de risco também foi banida do mercado de saúde, na medida em que não mais se permite a vedação de ingresso dos consumidores em razão de sua idade ou condição de saúde, sobretudo quando da renovação dos contratos".

Mas dentre todas as modificações, Conde, que também é mestre em Saúde Pública pela Fiocruz e ex-procurador-geral da Agência Nacional de Saúde (ANS), chama atenção para um novo método de avaliação que a ANS irá implantar: a acreditação. "Do ponto de vista do consumidor, a acreditação consiste em dar notas para os planos de saúde, de acordo com a qualidade dos serviços prestados. As notas para planos são como notas para um hotel, que pode ter duas, três ou quatro estrelas", explicou Conde. O método começou a ser usado nos Estados Unidos na década de 90, com a National Committee of Quality Assurance - NCQA, empresa sem fins lucrativos que agora está ajudando o Brasil a desenvolver padrões de qualidade na saúde do país.

Até hoje, apenas a saúde pública é avaliada no país, num sistema implantado pelo SUS - QUALISUS. "Do ponto de vista do sistema de saúde nacional, a acreditação legitima os planos de saúde privados. O grande argumento para a existência de um sistema privado além do SUS é a sua melhor qualidade", afirmou Bernardo Weaver Barros, advogado, Mestre em Direito de Seguros e consultor do grupo de seguros do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento)

A nova ferramenta então vai proporcionar mais informação sobre os serviços prestados, evitando contratos assinados no escuro. "Se a qualidade da saúde prestada não é for devidamente auferida, há desperdício e corrupção. O Brasil precisa ser mais igual, mais humano, com um SUS mais focalizado nos mais pobres. O sistema de planos de saúde deve ser mais transparente, próspero, com mensalidades mais baixas para um público maior", concluiu Barros.

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Seguro indenizará vítimas de queda de marquise no Rio

Fonte: O Tempo- Data: 27.02.2007

RIO DE JANEIRO - As vítimas do desabamento da marquise no Rio de Janeiro, na manhã desta segunda-feira, serão indenizadas pelo seguro feito pelo estabelecimento.

O advogado dos proprietários do Hotel Canadá, Ely Machado, informou ao jornal "O Estado de S.Paulo", que o hotel passou recentemente por reformas na fachada, encerrada no sábado, 24.

"Vamos investigar se, na obra, foi feito algo que sobrecarregou a marquise. Se isso ocorreu, vamos chamar os engenheiros à responsabilidade", afirmou Machado. No acidente, ocorrido às 11 horas, duas pessoas morreram e seis foram resgatadas pelo Corpo de Bombeiros.

De acordo com Machado, a tragédia poderia ter sido maior: minutos antes de a marquise de duas toneladas desabar, um ônibus com cinqüenta hóspedes estava estacionado em frente ao hotel. Os bombeiros liberaram a única entrada do prédio. Os primeiros hóspedes começaram a sair por volta das 14 horas.

O comerciante paulista Aírton Van Nentgen, de 33 anos, contou que estava tomando café da manhã quando ouviu o estrondo. "De dentro, víamos pessoas feridas, sendo resgatadas pelos bombeiros. Vimos inclusive as duas senhoras mortas", contou ele, que deveria ficar na cidade até sábado, mas decidiu ir embora ainda nesta segunda-feira.


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26 de fevereiro de 2007

A incógnita do seguro obrigatório

Fonte: Motonline - Data: 26.02.2007

O tempo passa e o brasileiro se acostuma a pagar taxas e impostos, de forma submissa, e não luta por seus direitos.

O direito de receber informações. Num país com altíssimo índice de corrupção, o qual pode ser comprovado nas capas das principais revistas e jornais do país, precisamos saber o que é feito com todos os valores arrecadados, pois nesse ponto o brasileiro é punido de forma exemplar, caso atrase um imposto ou taxa.

Criado pela Lei n° 6.194/74, com a finalidade de amparar as vítimas de acidentes de trânsito em todo o território nacional, o DPVAT ( Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres, ou por sua Carga, a Pessoas Transportadas ou Não) garante a indenização, mesmo que os responsáveis pelos acidentes não arquem com essa responsabilidade.

O seu pagamento anual é obrigatório a todos os proprietários de veículos, junto com o pagamento do IPVA ou licenciamento.

No entanto, o DPVAT é algo obscuro, embutido, esconde-se ao máximo para passar despercebido e com certeza, o consorcio de seguradoras ganha muito dinheiro com isso em detrimento dos pagamentos absurdos que fazemos.

Afinal, tudo que é pago deveria ter como praxe a exposição dos valores recebidos, a aplicação dos recursos publicamente (não vale alegar que está em algum site ou coisa parecida!), enfim, a prestação de contas geral.

Quem esconde, sempre dá margem à duvidas.


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23 de fevereiro de 2007

Opções para pagamento de seguro

Fonte: Gazeta Mercantil - Data: 23.02.2007

Muitas vezes uma pessoa, ao contratar uma apólice de seguros, fica em dúvida se deve pagar à vista ou se deve financiar o custo. As seguradoras, ao longo do tempo, passaram a oferecer e preparar várias modalidades para essa finalidade.

Mas, dependendo da opção, o valor do seguro pode subir até 5%, um montante significativo conforme o modelo do veículo, no caso do seguro de automóveis. Por isso, o consumidor deve ficar atento, porque essa diferença poderia ser utilizada para incluir outras coberturas ou até mesmo quitar o seguro de sua residência.

Para que fique mais claro, um segurado homem, com 38 anos, proprietário de um Vectra 2002 e residente na zona oeste de São Paulo, pagará pelo seu seguro anual, em média, R$ 2.800,00. Caso more em um apartamento de R$ 150.000,00, com coberturas básicas e R$ 8.000,00 de garantia no caso de roubo de bens, pagará pelo seu seguro residencial anual um prêmio médio de apenas R$ 137,00, ou menos de 5% do valor do seguro do veículo. Esse tipo de análise, muitas vezes, pode passar despercebido na hora que escolhemos a forma de financiar o seguro.

Assim, é importante reforçar que a decisão pela forma de pagamento também pode ajudar a baratear o preço. Isso porque existem companhias que oferecem as possibilidades de prestações em débito automático, boletos, cartão de crédito ou cheques pré-datados. Cada um desses formatos tem influência no valor final do seguro, pois as seguradoras baixam seus preços para a modalidade que menos inadimplência possa lhes trazer.

Cabe aqui um esclarecimento: na opção do débito em conta, é importante que o segurado tenha certeza de que terá os recursos disponíveis na data programada, uma vez que, em caso negativo, o banco não promoverá o débito, e o pagamento ficará pendente. Essa situação pode gerar o cancelamento da apólice, caso a seguradora e o corretor não trabalhem de forma ágil.

Os segurados também devem observar se há descontos reais para o pagamento à vista. Afinal, se as seguradoras não fizerem essa distinção, obviamente os juros estão embutidos nas parcelas iguais. E, nesses casos, como o parcelamento fica a critério do consumidor, o melhor é que ele o faça no maior número de vezes, até o limite onde começa a incidir a cobrança dos juros explícitos.

Algumas seguradoras também oferecem seguros de automóveis com pagamentos mensais, uma boa opção na época da inflação, quando os valores dos carros variavam todo mês - fato que não mais ocorre nos dias de hoje. Essa opção só deve ser utilizada caso o consumidor realmente não possa pagar o seguro à vista ou com um parcelamento pequeno. Pois, no final das contas, terá pago muito mais caro pela sua cobertura.

O consumidor ainda pode optar pela contratação de seguros com prazo de cobertura superior a um ano. Esses contratos são usados para carros financiados em longo prazo e permitem que o preço do seguro seja incluído nas prestações do financiamento. Por exemplo, se uma pessoa adquirir um carro financiado em 24 meses, poderá fazer um seguro por dois anos e pagá-lo no mesmo prazo. Essa é uma escolha interessante, pois, ao financiar o seguro em conjunto com o veículo, os juros cobrados pelas financeiras em planos de longo prazo são menores que os das seguradoras. Outra vantagem é a de ficar livre de eventuais reajustes no valor do prêmio, bem como a de ter uma elevação automática em sua classe de bônus.

Por tudo isso, aconselho o consumidor a questionar e pesquisar qual a melhor forma de pagamento, de preferência orientado por um profissional de sua confiança.

kicker: Se pagar à vista, o consumidor pode obter um bom desconto e usá-lo para quitar a apólice da casa, por exemplo

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22 de fevereiro de 2007

Segurado paga o custo da violência

Fonte: GAZETA MERCANTIL Data: 23/02/2007

Nos bairros considerados mais perigosos, o valor da apólice chega a triplicar. O feliz proprietário de um carro zero pode ter uma desagradável surpresa na hora de fazer o seguro do veículo. Dependendo de onde ele morar, a seguradora pode simplesmente recusar o risco de emitir uma apólice para ele. Na zona norte do Rio de Janeiro, por exemplo, algumas seguradoras só fazem o contrato se o cliente aceitar instalar um rastreador fornecido em regime de comodato (empréstimo) e, mesmo assim, o valor do prêmio é 216% maior do que pagaria o segurado se morasse na zona sul. É o preço da escalada da violência.

Em São Paulo, a variação de preços entre um seguro de carro no bairro dos Jardins, região nobre da capital, e a zona leste pode ser de 56,1%. O levantamento feito pela Porto Seguro no Rio de Janeiro e pela Indiana Seguros em São Paulo a pedido da Gazeta Mercantil mostra que o valor da apólice é menor nos bairros de classe média e média alta e mais alto nos subúrbios e periferias, regiões onde o índice de roubo de carros é maior, assim como a concentração dos desmanches clandestinos.

Em situações limites, as companhias estabelecem preços tão elevados que o motorista desiste de segurar o veículo.

"A tendência é cada vez mais as companhias precificarem de acordo com o risco, a exemplo do que aconteceu com a adoção do perfil", lembra Jabis de Mendonça Alexandre, vice-presidente de automóvel da Mapfre Seguros. "Antigamente o preço era único e o segurado mais velho arcava pela direção arrojada do jovem, hoje cada um paga pelo seu risco. No caso dos endereços, as seguradoras começaram precificando por região, mas como em um mesmo bairro há CEPs (Códigos de Endereçamento Postal) com frequência maior de roubos que outros, a tendência natural é que estes tenham custo de seguro maior."

Precaução

Algumas ações de gerenciamento de risco feitas pelo cliente são estimuladas pelas seguradoras. A instalação de rastreador reduz o custo da apólice em média em 20% - nos veículos mais visados pelos criminosos, localizados nos bairros com alto índice de roubo, a própria companhia de seguros fornece a peça -, carros com bloqueador tem 10% de desconto em média, gravação do número do chassis nos vidros do carro e travas reduzem o valor da apólice em 1%.

"Todo processo de roubo e furto envolve forças externas, o que está ao alcance do cliente é apenas tomar mais cuidado", diz Marcelo Sebastião, gerente de seguro de automóvel da Porto Seguro, que constata que o custo do seguro vem elevado desde o final de 2005.

A marcação do maior número possível de peças é uma das armas das companhias. "É apenas desta forma que o segurado conseguirá pagar um pouco menos", comenta o diretor operacional da Indiana Seguros, Jorge Martinez.

A Mapfre, por exemplo, importou da Austrália, e já está instalando nos carros dos segurados, uma tecnologia chamada datadot - microesferas que não são percebidas a olho nu - as bolinhas em cinco mil pontos do veículo, sem gravar na lataria. Se for roubado e fatiado, a polícia terá como identificar o proprietário de cada uma das peças.


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13 de fevereiro de 2007

Seguradora Sul América cria emissora para falar só de trânsito

Fonte: Agência Estado - Data: 12/02/2007


Com o firme propósito de destacar-se na lembrança do consumidor paulistano na hora da opção pelo seguro do carro - o maior mercado da categoria no País, responsável por 45% do faturamento das seguradoras, algo em torno de R$ 5 bilhões ao ano -, o Grupo SulAmérica partiu para uma ação de marketing incomum: criou uma rádio, que entra no ar hoje, com programação das 5 às 21horas totalmente dedicada ao trânsito. Não há nada mais infernal na vida do habitante da cidade de São Paulo do que os intermináveis congestionamentos que, nos últimos anos, acontecem em qualquer horário do dia.

A cidade enfrenta, em média, 92 quilômetros de engarrafamento pela manhã e recordes de até 155 quilômetros. Receber informações sobre a melhor alternativa para fugir desse massacre diário pode ser uma bênção na arte de driblar os 6 milhões de veículos que circulam por São Paulo.

A Rádio Sul América Trânsito 92,1 FM é o resultado de uma parceria com o Grupo Bandeirantes de Comunicação, que se responsabilizará pelo conteúdo. Envolve investimentos da ordem de R$ 30 milhões para os três anos de projeto, que serão prorrogáveis por maior prazo a depender do sucesso da iniciativa. Promete manter ao todo 22 profissionais e especialistas atentos a tudo que se refere ao tema.

"Queríamos fazer algo pioneiro", diz o presidente do grupo, Patrick Larragoiti Lucas. "Uma rádio exclusiva sobre trânsito nos moldes da que vamos oferecer, pelo que pesquisamos, existe somente em Londres e Xangai". A ambição subliminar da iniciativa é abalar a liderança de mercado pertencente à concorrente Porto Seguro Seguros, que detém 28,5% de participação de mercado no Estado de São Paulo, segundo a Superintendência de Seguros Privados (Susep).

"Temos planos de ampliar nossa fatia desse disputado e importante mercado para seguros de automóvel", reconhece Larragoiti Lucas. A SulAmérica detém 10% do mercado no Estado de São Paulo.

O uso de projetos de conteúdo nas estratégias de comunicação é hoje uma tendência mundial. Basta citar que a megacervejaria americana Anheuser Busch acaba de lançar um canal de televisão batizado de TV Bud, apelido de sua principal marca, a Budweiser.

"Não seria eficaz para os atuais objetivos da SulAmérica recorrer a uma campanha tradicional pelas análises e aferições que fizemos dos últimos anúncios", explica o sócio e diretor de mídia da agência MPM, Daniel Chalfon. "Propusemos uma ação inédita capaz de promover uma virada e os dirigentes da empresa foram sensíveis à proposta". Para formatar o projeto foram necessários nove meses em negociações com órgãos como a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e o Departamento de Operação do Sistema Viário, da prefeitura, entre outros.

O lançamento da rádio envolve também investimentos em campanha publicitária convencional. Haverá desde comerciais nas maiores emissoras de televisão, que vão ficar no ar até março, até anúncios impressos em revistas semanais e nos grandes jornais do País. Para completar a programação, serão usados recursos de mídia exterior, com propaganda em relógios de rua e outdoors nas estradas que dão acesso a São Paulo.

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11 de fevereiro de 2007

Economize no seguro do carro

Fonte: SITE DA PENELOPE - Data: 12/02/2007
Marisa Franco e Virgínia Vargas

“Mulher no volante, perigo constante”, “Mulher ao lado, perigo dobrado”, as variações pouco importam, já que todas elas querem dizer a mesma coisa: que para os homens, as mulheres dirigem mal, muito mal.

Felizmente as seguradoras não pensam a mesma coisa. Podem chamar as mulheres de “barbeiras” à vontade, mas a verdade é que nós somos consideradas mais cuidadosas no trânsito e isso rende bons descontos no valor das apólices de automóveis.

“O seguro para o sexo feminino tem o preço um pouco menor exatamente porque é um perfil de menor risco. Teoricamente será um carro que andará na cidade, em baixa velocidade, sempre parando em estacionamentos e com motoristas mais atenciosas no trânsito”, esclarece Sandra Kapel, corretora de seguros da Furman Corretora, de São Paulo.

Perfil do condutor e histórico de sinistros

O perfil do segurado é uma ferramenta utilizada pelas seguradoras para avaliar os riscos ao qual o veículo estará supostamente exposto e determinar o desconto no valor do seguro. Traçado por meio de um questionário que o segurado responde no momento da contratação do serviço, no qual são analisados, entre outros fatores, o sexo e a idade do cliente ou da pessoa que dirige o carro 85% do tempo.

Tempo de habilitação, número de filhos e estado civil, são outras informações pessoais que constam no questionário que reúne também dados como a área em que o carro será utilizado, a finalidade de uso, o modelo, a marca e ano de fabricação do veículo.

Se não quiser pagar mais, o consumidor deve evitar todos os tipos de picapes e carros esportivosPorém, por serem mais visados para roubo, alguns modelos registram um valor mais alto de seguro em todas as empresas. “Picapes e carros esportivos em geral têm o seguro mais caro. Modelos com mais de cinco anos também porque aumentam as chances de roubo para desmanche. Um exemplo disso é o Uno, da Fiat”, alerta Sandra.

Mesmo optando por um veículo menos visado para roubo, lembre-se que o perfil do cliente ainda terá um peso grande sobre o valor do seguro. “Todas as seguradoras irão apresentar valor mais alto para o segurado do sexo masculino, entre 18 e 24 anos, que não tem garagem na residência nem no trabalho, e utiliza o carro para visitar clientes e fornecedores no trabalho”, exemplifica Roberta Ferraro, sócia-proprietária da Notna Corretora de Seguros.

Em caso de sinistro, as seguradoras investigam as condições em que o carro era utilizado e, caso tenha mentido, você terá problemas para conseguir receber a indenizaçãoSe você cogita mentir ao responder ao questionário de perfil para obter mais descontos omitindo, por exemplo, que seu carro passa à noite na rua ou que seu filho de 20 anos vai diariamente para faculdade com ele, pense duas vezes. Em caso de sinistro, as seguradoras investigam as condições em que o carro era utilizado e, caso tenha mentido, você terá problemas para conseguir receber a indenização.

Valor da franquia e bônus

O valor da franquia também influencia no preço do seguro. Cada seguradora apresenta uma franquia padrão para cada modelo de carro, chamada de franquia normal. “O segurado tem a opção de reduzir ou duplicar esse valor. A franquia reduzida aumenta o valor do seguro e a franquia majorada reduz o valor do seguro”, explica Roberta.

Outro fator determinante para obter descontos no valor do seguro é o histórico de sinistros que a empresa apresenta para o carro que se pretende segurar. Se a seguradora teve muitos sinistros com este veículo, apresentará um preço maior do que outra empresa que não registrou tantos sinistros para este mesmo modelo e ano de veículo. Portanto, fazer uma pesquisa entre as seguradoras que existem no mercado é uma alternativa válida para obter descontos.

Possuir um histórico de “boa moça” ao volante garante redução no preço do seguro. Quanto mais tempo se passa sem apresentar sinistros, maior será a bonificação. Caso você tenha direito a alguma e esteja mudando de seguradora, fique atenta tranferir o bônus que já obteve. Para isto, você deve apresentar à nova seguradora uma cópia da apólice anterior.

Vai trocar de carro? Nesse caso, o desconto também pode ser aproveitado. “É importante frisar que as seguradoras adotam prazos para a transferência de bônus. Portanto, se o segurado trocar de carro, ele poderá levar este bônus para o novo carro obedecendo ao prazo de cada seguradora”, salienta Roberta.

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