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12 de março de 2010

Polícia descobre esquema de fraude envolvendo seguros de carro

Fonte: Agência BOM DIA


Dono teria combinado com ladrão para este levar seu carro e ele ficar com o dinheiro do seguro.

Uma simulação de furto de veículo ocorrida na tarde desta quarta-feira, no Centro de Jundiaí, revelou um possível esquema de fraude para conseguir dinheiro de seguradoras. Nele, o proprietário do carro estaciona em local combinado com o ladrão para que esse desapareça com o veículo e, assim, o dono receba o dinheiro do seguro.
Porém, o vigilante R.F., 33 anos, que faz segurança de carros nas proximidades da rua João Lopes, foi atrás do bandido e chamou a Polícia Militar, que descobriu o golpe.
Ele cuidava de um Astra prata modelo 2001 quando um homem chamado Pedro Manoel Fortunato, conhecido como Cabelo, 37, entrou no carro e fugiu. “Pedi para o dono do carro se podia vigiá-lo e ele concordou”, afirmou o vigilante.
O dono do veículo, o torneiro mecânico V.A.P., 42, confessou aos investigadores do 1º Distrito Policial na tarde desta quinta-feira ter entregue seu carro a um ladrão, pois não conseguia vendê-lo e precisava de dinheiro.
Desconfiado, o vigilante descobriu que o apelido do rapaz que furtou o veículo era Cabelo e que morava no Jardim Lírio.
R. decidiu ir atrás do carro no local indicado e, em conversa com moradores do bairro, descobriu onde ficava a casa de Cabelo. Chegou por volta das 20h30 da quarta-feira e ficou por uma hora, quando o ladrão apareceu.
“Ele ficou assustado quando o questionei sobre o veículo e se escondeu em sua casa”, lembra.
Em seguida, R. chamou a Polícia Militar, que foi ao local e encontrou Cabelo escondido no telhado, atrás de uma caixa d'água de sua casa.
O veículo foi achada em um terreno duas ruas abaixo. Cabelo confessou o crime e que o dono do carro o teria entregado para receber o dinheiro do seguro.
O Astra é segurado pela empresa Mapfre, que possui uma unidade localizada na avenida Jundiaí. A seguradora espera uma resposta do Ministério Público para encerrar ou não o contrato com o torneiro mecânico.
Na manhã desta quinta-feira, o BOM DIA conseguiu falar com o dono do carro, que disse ter deixado seu Astra na Vila Rio Branco, pois teria ido ao Maxi Shopping, e que estariam “inventando a história”.


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14 de janeiro de 2010

Primos são presos após tentativa de golpe em seguradora .

Fonte: Cruzeiro online - Data 13/01/2010


Um empresário de 36 anos foi preso na noite de segunda-feira (11) por tentar enganar a seguradora do carro que escondeu na casa do primo, também detido na mesma noite por policiais militares de Votorantim.

Segundo a polícia, C. J. F. compareceu no dia 4 deste mês à delegacia central do município e alegou que seu Astra (de Sorocaba) havia sido furtado. Durante elaboração do boletim de ocorrência, inventou locais e horários que posteriormente foram investigados e contestados pelo setor de inteligência da Polícia Militar.

Com o trabalho de investigação, chegou-se ao veículo que estava intacto na garagem da casa do primo de C., o cabeleireiro R. S. S., de 28 anos. Ao serem questionados pelos policiais que efetuaram a prisão em flagrante, às 18h30, nenhum dos acusados negou ter agido na intenção de obter junto à seguradora o valor referente ao veículo.
Os dois foram indiciados por estelionato e levados ao Centro de Detenção Provisória de Aparecidinha (CDP), em Sorocaba.


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7 de fevereiro de 2007

Mulher ateia fogo no próprio carro para receber seguro e é presa

Fonte: O Tempo - Data: 08.02.2007

RIO DE JANEIRO - Cristiane de Miranda Serra, de 31 anos, que jogou gasolina e ateou fogo no próprio carro para receber o valor do seguro e não ter que pagar as prestações do veículo, que estavam por vencer, foi presa pelo crime de estelionato no Rio de Janeiro.

Cristiane de Miranda chegou a ser internada na Clínica São Vítor, no bairro da Tijuca, na zona oeste do Rio, com queimaduras. Inicialmente, ela sustentava a versão de que um bandido jogou gasolina nas pernas dela durante o suposto roubo, em 21 de fevereiro.

No depoimento em que assumiu a autoria do crime, Cristiane de Miranda repetia que se sentia envergonhada pela ação.


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28 de dezembro de 2006

Sociedade paga o custo da fraude

Fonte: Jornal do Commercio - Data: 26/12/2006

É preciso desvincular a imagem da fraude da imagem do crime sem vítimas, punir os fraudadores e mudar a visão do público e de legisladores sobre o assunto. O apelo é do diretor de Proteção do Seguro da Federação Nacional das Seguradoras (Fenaseg), Neival Rodrigues Freitas, feita na Associação Paulista dos Técnicos de Seguros (APTS), que transcreve o texto em seu site.

Neival Freitas diz que além de aumentar o custo do seguro e, portanto, dificultar o crescimento do setor, "a fraude também prejudica a sociedade, pois impede o acesso ao seguro de novas camadas sociais, aumenta a criminalidade e reflete na redução de postos de trabalho".

Segundo ele, os seguradores acompanham com atenção a tramitação do projeto de lei, do senador Romero Jucá, que inclui a fraude no rol de crimes para efeito de caracterização da lavagem de dinheiro. Ele lembrou, em sua palestra na APTS, cujo texto sobre o assunto está transcrito no em seu site, que a Fenaseg tem plano integrado para reduzir a fraude em seguros, prevendo uma série de ações institucionais e especificas. Exemplificou citando o Código de Ética do Setor de Seguros, lançado em agosto, e o Disque-Fraude, que dispõe de único número de chamadas (181) nos cinco estados onde funciona por meio de convênio integrado.

"A prevenção contra as fraudes por meio de iniciativas conjuntas entre o mercado e sociedade resultará em benefícios para todos", aposta Neival Rodrigues.

Fraude é assunto abordado também pelo advogado Antonio Carlos Vasconcellos Nóbrega, do escritório Negrini & Associados, em ensaio sobre "As influências do Código de Defesa do Consumidor no Contrato de Seguro", publicado no livro "Em Debate", volume 6, recém-publicado pela Escola Nacional de Seguros (Funenseg).

Para o advogado, o grande problema da fraude é a falta de consciência dos segurados, que ainda não perceberam que o dolo embute um custo social, que encarece as apólices. "A fraude é tolerada pela comunidade e o prejuízo pulverizado entre todos", diz.

Ele assinala que até os seguros sociais são afetados, como o seguro obrigatório de veículos (Dpvat), que tem parte do prêmio destinada ao Governo para atender ao acidentado no trânsito. "Todos estão pagando por isso. O combate à fraude tem que ser cada vez maior", prega Antonio Carlos Nóbrega.

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