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2 de abril de 2015

Queda na produção de carros afeta venda de seguro

Fonte: CQCS - Data: 01/04/2015

O mau desempenho da indústria automotiva acende uma luz amarela no setor de Seguros. Dados divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), mostram que a produção do setor em fevereiro registrou queda de 28,9%, para 200,1 mil unidades produzidas. O presidente da entidade, Luiz Moan, disse que o desempenho ficou abaixo do esperado. E o que isso tem a ver com o mercado de Seguros?

Tudo! Se há queda na produção, possivelmente haverá menos venda de seguro de carro. O vice-presidente do Sincor-SP, Boris Ber, lembra que a venda de veículos novos é fundamental para o incremento da carteira de veículos. “Os veículos vão ficando velhos e com o tempo o Seguro total passa a não ser tão interessante ao segurado”, afirma. Atualmente, cerca de 85% das vendas do seguro de carro resultam da compra de um carro zero na concessionária.

Nesse cenário, Ber faz um alerta para que as seguradoras tornem o seguro mais acessível para carros com mais de três anos de uso. Outra medida que daria um impulso no setor seria o seguro popular, pois por ter um preço mais acessível em razão do uso de peças genuínas, ajudaria a trazer para o mercado segurador clientes que hoje não compram seguro para carros acima de cinco anos de uso por considerar o preço elevado.

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1 de agosto de 2014

Compare as opções de seguros simplificados para auto


Quem que um seguro tradicional de carro é muito caro ou acredita que não tem necessidade de todas as coberturas oferecidas encontra, no mercado, algumas opções com coberturas reduzidas e com preços muito inferiores.

As estimativas do Sindicato dos Corretores de Seguros no Estado de São Paulo (Sincor-SP) mostram que, hoje, um seguro tradicional custa de 3% a 10% do preço do veículo. O preço depende do ano de fabricação do veículo, o fato de a marca ser ou não visada por bandidos e o perfil do motorista, entre outros critérios.


Nessas novas opções de mercado, o segurado pode encontrar preços muito menores, mas note que nem todas as coberturas são oferecidas neste caso.

Veja opções de seguro simplificados para carros.

  • Auto Consciente Liberty Seguro: Preço R$ 640/ ano em média. Tem cobertura de terceiros (danos pessoais e materiais e acidentes pessoais de passageiros. Não cobre roubo e furto e nem colisão no próprio veículo. Serviços de assistência 24 horas (reboque, chaveiro, etc).
  • Auto Fácil 24 horas - Caixa Econônica Federal. Preço: 220/ano. Coberturas . Danos a terceiros até R$ 10 mil e acidentes pessoais de passageiros até R$ 5 mil. Assistência 24 horas Não cobre roubo/furto/colisão. 
  • AutoFácil Cardif. Preço De R$ 79,90 a R$ 199,00/mês. Possui cobertura roubo e furto. Colisão com perda total opcional. Assistência 24 horas + acidentes pessoas de passageiro opcional.
  • Bradesco Seguro Primeira Proteção Veícular. Preço R$ 499,50 / ano. Cobertura de terceiros (R$ 30 mil) e Danos Morais (R$ 5 mil). Assitência 24 horas. Não cobre roubo/furto/colisão.
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25 de abril de 2013

Apólice popular pode reduzir prêmio em 30%


Fonte: Valor Econômico - Data: 24.04.2013


 A Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenaseg) calcula que proprietários de 20 milhões de veículos no país possuem seguro particular. Uma nova regulamentação, que prevê a criação do seguro popular, tem potencial para agregar outros 20 milhões de veículos ao mercado e dar fôlego novo às seguradoras de automóveis. A expectativa na Superintendência de Seguros Privados (Susep) é que as novas regras, que estão em fase de aprovação no Conselho Diretor da entidade, entrem em vigor no segundo semestre.

O seguro popular deve permitir ao consumidor escolher o que pretende segurar, só roubo ou apenas colisões, por exemplo, o valor da cobertura e ainda permitir a utilização de peças usadas nos reparos. Hoje apenas peças originais são permitidas em consertos pagos pelas seguradoras. Para não incentivar o mercado de peças roubadas, a ideia é criar um sistema de rastreamento, com identificação das peças e formação de uma banco de dados nacional. A Fenaseg avalia que essas medidas podem baratear em até 30% o valor dos seguros. "Será a possibilidade de quem tem baixo poder aquisitivo adquirir seguro para seu bem", diz Neival Rodrigues Freitas, diretor-executivo da federação.

Hoje, entre os carros novos, 80% possuem seguro, mas essa média cai a cada ano de uso do veículo, chegando a menos de 20% a frota segurada com cinco anos de vida. O motivo é simples: o carro se desvaloriza com o tempo, mas o custo da manutenção, com peças novas, não, tornando o valor do seguro desproporcional ao patrimônio. "Um desafio do mercado segurador é conquistar o cliente do carro usado", diz Jabis Alexandre, diretor geral de seguros de automóveis da BB Mapfre.

O seguro popular pode representar um impulso nas vendas e chegaria em boa hora. Em 2012, o mercado cresceu 15,9%, fechando o ano com R$ 24,75 bilhões em prêmios emitidos. A Fenaseg projeta crescimento de 12% para 2013. Mas esse crescimento ocorre mais pelo aumento de preços do que pela conquista de novos clientes.

Segundo o presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros no Estado de São Paulo (Sincor-SP) Mário Sérgio de Almeida Santos, apenas no primeiro trimestre de 2013 os valores foram reajustados em 7% em média, sendo que o seguro de alguns modelos mais visados em roubos e furtos, como o Gol, os aumentos superam 30%. Freitas, da Fenaseg. diz que em 2012 o número de carros roubados e furtados cresceu 9%, repercutindo no preço dos prêmios.

O encarecimento dos seguros também busca compensar as perdas sofridas no mercado financeiro, após a queda nas taxas de juros. Elad Victor Revi, analista da corretora Spinelli, diz que a margem de lucro das seguradoras, que girava em torno de 12%, foi reduzida para menos da metade no último ano.

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