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15 de agosto de 2013

Por que o seguro de carro é tão caro no Brasil?

Fonte: SegNoticias - Data: 14/08/2013

O portal Prestum Seguros conversou com especialistas e aponta algumas justificativas para que o país tenha o segundo seguro de carro mais alto do mundo. Por que o mesmo carro, com o mesmo perfil de motorista, em uma região com índice parecido de roubo e furto tem seguro mais caro no Brasil que em qualquer outro país, exceto Hong Kong? Estudo divulgado pela Prestige Performance Center, que revela que o brasileiro gasta US$ 2.400 anuais em seguro de carro ficando atrás apenas de Hong Kong, nos obriga a lançar luz sobre uma dúvida muito comum na hora de contratar um seguro de carro; qual é o cálculo feito para chegar a esse valor? Além de características como perfil do motorista, região pela qual o veículo circula, modelo e ano do carro, utilização do automóvel (lazer ou trabalho), entre outros, especialistas da SulAmérica também destacam a situação econômica do país. “É levado em conta o custo da mão de obra de oficinas, de prestadores etc. Como exemplo, podemos citar o aumento da inflação, que pressiona para cima os reajustes salariais, refletindo no custo na mão de obra das oficinas e consequentemente no preço do seguro”. A variedade de produtos e a oferta de preços estimulada pela concorrência, tendo em conta a quantidade de seguradoras que atuam nesta área, acabam encontrando barreiras quase intransponíveis que dificultam a queda do valor do seguro, como os atuais índices de roubo e furto e o baixo índice de recuperação de veículos. Segundo o diretor da Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg), Neival Rodrigues Freitas, apenas 30% da frota brasileira é segurada e dos veículos com seguro, 80% tem menos de 5 anos. No caso de carros antigos ainda existe a dificuldade de reposição das peças, que muitas vezes vem de montadoras de fora do Brasil. “É importante lembrar que, para as seguradoras, não é interessante que os preços sejam altos, pois isso afasta o consumidor do mercado segurador. Em um passado mais recente, entre 2008 e 2011, houve uma sensível redução no preço por conta da redução das estatísticas do roubo e furto de veículos. Mas em 2011 os índices voltaram a subir”, explica o diretor da Fenseg. Um dos grandes desafios das seguradoras e órgão ligados a área é disseminar a cultura de seguro no país, investindo em uma linguagem mais clara e acessível ao consumidor comum, além de ampliar o diálogo com seus segurados através de canais de relacionamento especializados, como o Centro Automotivo de Super Atendimento (C.A.S.A) da SulAmérica. Nestes locais, distribuídos por diversas cidades do Brasil, o segurado recebe toda orientação sobre como proceder em caso de sinistro, recebe informações sobre as coberturas das suas apólices e tem oportunidade de tirar todas as suas dúvidas, o que diminui a distância entre o segurado e a seguradora. Para o diretor da Fenseg também é importante destacar o comportamento do brasileiro, que em geral não se preocupa com a prevenção e proteção do patrimônio, além de não ter hábito de ler manuais e apólices. “Por isso alertamos para a importância da mediação ser feita por um corretor de seguros, profissional capacitado para tirar as dúvidas do consumidor, apresentar as propostas disponíveis no mercado, as coberturas que são oferecidas e as detectar as necessidades do segurado”, reforça. Alguns órgãos oficiais e páginas especializadas podem auxiliar na hora de contratar um seguro de carro.



25 de abril de 2013

Apólice popular pode reduzir prêmio em 30%


Fonte: Valor Econômico - Data: 24.04.2013


 A Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenaseg) calcula que proprietários de 20 milhões de veículos no país possuem seguro particular. Uma nova regulamentação, que prevê a criação do seguro popular, tem potencial para agregar outros 20 milhões de veículos ao mercado e dar fôlego novo às seguradoras de automóveis. A expectativa na Superintendência de Seguros Privados (Susep) é que as novas regras, que estão em fase de aprovação no Conselho Diretor da entidade, entrem em vigor no segundo semestre.

O seguro popular deve permitir ao consumidor escolher o que pretende segurar, só roubo ou apenas colisões, por exemplo, o valor da cobertura e ainda permitir a utilização de peças usadas nos reparos. Hoje apenas peças originais são permitidas em consertos pagos pelas seguradoras. Para não incentivar o mercado de peças roubadas, a ideia é criar um sistema de rastreamento, com identificação das peças e formação de uma banco de dados nacional. A Fenaseg avalia que essas medidas podem baratear em até 30% o valor dos seguros. "Será a possibilidade de quem tem baixo poder aquisitivo adquirir seguro para seu bem", diz Neival Rodrigues Freitas, diretor-executivo da federação.

Hoje, entre os carros novos, 80% possuem seguro, mas essa média cai a cada ano de uso do veículo, chegando a menos de 20% a frota segurada com cinco anos de vida. O motivo é simples: o carro se desvaloriza com o tempo, mas o custo da manutenção, com peças novas, não, tornando o valor do seguro desproporcional ao patrimônio. "Um desafio do mercado segurador é conquistar o cliente do carro usado", diz Jabis Alexandre, diretor geral de seguros de automóveis da BB Mapfre.

O seguro popular pode representar um impulso nas vendas e chegaria em boa hora. Em 2012, o mercado cresceu 15,9%, fechando o ano com R$ 24,75 bilhões em prêmios emitidos. A Fenaseg projeta crescimento de 12% para 2013. Mas esse crescimento ocorre mais pelo aumento de preços do que pela conquista de novos clientes.

Segundo o presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros no Estado de São Paulo (Sincor-SP) Mário Sérgio de Almeida Santos, apenas no primeiro trimestre de 2013 os valores foram reajustados em 7% em média, sendo que o seguro de alguns modelos mais visados em roubos e furtos, como o Gol, os aumentos superam 30%. Freitas, da Fenaseg. diz que em 2012 o número de carros roubados e furtados cresceu 9%, repercutindo no preço dos prêmios.

O encarecimento dos seguros também busca compensar as perdas sofridas no mercado financeiro, após a queda nas taxas de juros. Elad Victor Revi, analista da corretora Spinelli, diz que a margem de lucro das seguradoras, que girava em torno de 12%, foi reduzida para menos da metade no último ano.

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30 de agosto de 2010

Qual o seguro mais barato? saveiro, fiat strada, montana ou courrie

No seguro convencional, o custo do seguro não depende somento do veículo e sim do perfil do condutor, região, utilização do veículo etc.
Mas agora há também outros tipos de seguro. Veja mais em:

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