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24 de junho de 2016

A venda de seguros vai mudar


Fonte: Revista Apólice - Data:23/06/2016

CIAB 2016 – A utilização de apps e dispositivos mobile é motivada a todo momento. As aplicações móveis estão mudando rapidamente, e de maneira radical, o mercado de seguros, criando oportunidades expressivas para empresas inovadoras, que estão repesando a maneira como os seguros são concebidos, vendidos e experienciados. Isso foi mostrado na palestra Novas Aplicações em Dispositivos Móveis, durante da Trilha de Seguros dentro do evento CIAB-Febraban.

Daniel Rocha, líder de Financial Service da Capgemini, apresentou um estudo da empresa que mostra a disposição dos consumidores em adquirir produtos e serviços através dos smartphones. “É importante ressaltar que a Geração Y não está satisfeita com o atendimento que recebe das seguradoras, tanto nos meios tradicionais quanto nos digitais”, assinalou.

Outro ponto interessante é que, no Brasil, a pesquisa mostra que o cliente busca informações em vários canais antes de contratar um seguro. O corretor de seguros ainda é o canal mais procurado”, apesar de se propor a adquirir produtos de seguro através de empresas de tecnologia.

O cliente não pode mais ser colocado de lado. O produto precisa ser customizado, com transparência, inteligência artificial (sensores em casa, appliances nos carros) e conectividade (da casa, de si mesmo, do carro).

Rocha apresentou exemplos de empresas de seguros fora do País que já utilizam os dispositivos mobile. A United Health aperfeiçoou a experiência do corretor, agregando mais valor para o cliente, através de um app para retirar a burocracia da vida do corretor, que consegue cotar e emitir a partir de dispositivos móveis. “Isso implicou em maior agilidade para a venda”, explicou Rocha.

A oferta futura da AXA para os seguros residenciais será acoplar a assistência 24/7, a fim de enviar ajuda se uma emergência é detectada na casa de um cliente, conectada à empresa com dispositivos de IoT. “Isso agiliza e reduz o custo do serviço”.A aplicação de mobile + IoT (internet das coisas) inclui a visão de uma casa inteligente habilitada por meio de parcerias com o primeiro fabricante de dispositivos conectados para proteção em tempo real contra invasões, incêndios, inundações, vazamento de gás, poluição e outras emergências.

As fintechs tem ditado o nível e o ritmo das aplicações para seguros. Insurtechs, como são chamadas nos Estados Unidos. Naquele país foram investidos US$ 16 bilhões em insurtechs. Para Rocha, “as pessoas estão saturadas com a ideia de um tamanho único para todos e querem se ver diferente”.

Bought by Many é uma startup que busca grupos que geralmente não tem suas demandas atendidas pelas seguradoras. Através de grupos de afinidade, a BBM constroi e negocia acordos com seguradoras, apesar de negociado em grupo, é customizado para cada segurado. A venda é feita através de redes sociais e tem parceria com a Ping An na China. É um exemplo de economia compartilhada, que é futuro.

O Metromile aplica o conceito de seguro “pay as you go”, que calcula o valor mensal do prêmio conforme a quilometragem rodada. 65% do americanos roda menos de 200 milhas/mês, por isso, o slogan da companhia é Drive less, save more”.

O segurado conecta o dispositivo que recebe da seguradora. Este transmite as informações captadas no veículo.

O BIMA comercializa microsseguros para a população de baixa renda, especialmente da África e Ásia, onde 97% dos seus clientes ganham menos de USD 10/ dia. Já possuem 15 milhões de clientes, com modelo de parceria com operadoras de celular, bancos/financeiras locais, com modalidade de pagamento diário. Já atende em 13 países onde mais de 80% dos segurados nunca haviam consumido um produto de seguro. Eles formaram mais de três mil agentes para educar a população sobre a necessidade do seguro.

O Oscar é uma das fintechs de maior evidencia nos EUA. Ela comercializa apenas online: planos simples e baratos. É um aplicativo intuitivo e simples para buscar na rede referenciada os médicos/clinicas e agendamento de consultas. Pelo aplicativo é possível também dizer quais são os sintomas e o primeiro atendimento médico é prestado pelo telefone.

No Brasil, Rocha citou os exemplos da Thinkseg, que propõe um novo modelo de comercialização ainda com a participação dos corretores de seguros. Outro exemplo, a Youse, se propõe a realizar a venda direta.

O futuro pertence às fintechs, que devem ditar o ritmo e a forma de inovação do mercado de seguros. A integração com a IoT e a exploração do BigData para incrementar a experiência do consumidor e reduzir os riscos são os caminhos prováveis para a evolução do setor”, completou.

Angela Beatriz, diretora da BB Seguridade, disse que ainda não há nenhum produto expressivo em mobile para os consumidores de baixa renda, que não são bancarizados. “Se tivermos um modelo de negócios mais adequado, olhando para a subscrição com aparelhos mobile, este público pode ter um produto adequado”, sentenciou.

A seguradora terá que ser mais que isso. O modelo disruptivo pode não vir de uma seguradora, mas de uma empresa que investe em conhecer a dor do cliente. A praticidade gera utilização muito grande. “O canal mobile, uma vez acertado, pode mudar de patamar as suas vendas. Ele precisa evoluir bastante a análise dos dados, como uma empresa de seguros que atenda completamente as necessidades do cliente”, concluiu Angela.

 AutoAssist

16 de dezembro de 2014

Seguradoras de carros prometem descontos se você dirigir no estilo Big Brother

Fonte: InfoMoney - Data: 04/12/2014
big brodtherEmpresas seguradoras de todo o mundo estão prometendo tarifas mais baixas para a cobertura automotiva. O truque é que elas querem instalar o equivalente a uma caixa preta de avião para monitorar como e onde você dirige. Aplicativos de smartphone e aparelhos que gravam dados de viagem e do veículo deverão se infiltrar no ramo de seguros automotivos em um ritmo rápido, impulsionados por descontos de até 30 por cento. A consultoria Oliver Wyman prevê que o uso de dados pelos seguros automotivos para estabelecer preços crescerá 40 por cento ao ano e se tornará um mercado de US$ 3,6 bilhões até 2020.
Para as seguradoras, a tecnologia fornecerá informações refinadas a respeito do estilo de direção de um indivíduo, o que inclui dirigir em alta velocidade para evitar um sinal vermelho, com o objetivo de melhorar os retornos neste segmento competitivo. Para os motoristas, o monitoramento estilo Big Brother oferece tarifas mais baixas e resposta mais rápida na eventualidade de um acidente, incluindo assistência médica e reparos. Em qualquer caso, o distanciamento em relação à prática padronizada de classificar os clientes por idade e histórico de direção pode ser inevitável.
Briga pela participação
“Em breve isso se tornará padrão no mercado”, disse Domenico Savarese, que dirige os esforços de informações veiculares da Zurich Insurance Group AG, empresa que oferece cobertura automotiva para cerca de 15 milhões de motoristas em até 30 países. Considerando que os automóveis estão cada vez mais equipados para reunir e transmitir dados, “o seguro automotivo, por definição, precisará mudar”.
A cobertura automotiva na Europa gera cerca de 130 bilhões de euros (US$ 160 bilhões) de receita de prêmios por ano, a maior do segmento depois do seguro de vida. Como o seguro automotivo está em grande parte padronizado, as seguradoras brigam por participação de mercado com tarifas mais baixas. Fabricantes de veículos como Volkswagen AG e BMW estão construindo carros mais conectados para adicionar recursos que alertam outros veículos a respeito de congestionamentos e, em última análise, para facilitar a direção autônoma. As reguladoras também estão reforçando a disseminação da tecnologia. A legislação da União Europeia exigirá que os carros novos tenham um sistema que notifica automaticamente os serviços de emergência após um acidente sério, transmitindo informações básicas a respeito da localização do acidente, mesmo se o motorista estiver inconsciente.
Descontos da Axa
Contudo, as fabricantes de veículos não tornaram as informações prontamente disponíveis porque buscam proteger seu território. Isso fez com que as seguradoras se afastassem das fabricantes de veículos com aparelhos que reúnem essas informações de forma independente.
“Considerando que as fabricantes de veículos guardam os dados para si, as seguradoras estão tomando um atalho”, disse Jürgen Reiner, sócio da Oliver Wyman. “Isso implica que as seguradoras assumem essa parte do relacionamento com o cliente à custa das fabricantes de veículos”.
Na Irlanda, a Axa SA está promovendo seu programa Drivesave com descontos de até 20 por cento para motoristas de 17 a 24 anos. O serviço usa um aplicativo de smartphone para registrar dados como aceleração, velocidade, distância e força de parada. Outros 10 por cento ao ano podem ser economizados se os clientes continuarem dirigindo de forma segura.
Novo padrão A Allianz SE, maior seguradora da Europa, está seguindo um caminho similar e abrirá um centro em sua sede de Munique no ano que vem para expandir seu produto de monitoramento do motorista de quatro para 10 países. Há décadas as companhias aéreas comerciais são equipadas com gravadores de voz e dados que registram informações do voo e podem ajudar a determinar a causa de um acidente. Embora existam preocupações de privacidade na expansão desse recurso para os carros, a atratividade de prêmios mais baixos e uma maior segurança são um incentivo poderoso, especialmente entre os motoristas jovens, que estão acostumados à conectividade permanente. Embora o seguro automotivo baseado no usuário responda por menos de 5 por cento do mercado, a fatia deverá aumentar para 26 por cento nos EUA e para 38 por cento no Reino Unido até 2020, segundo um estudo de novembro da Roland Berger Strategy Consultants.
“Nós acreditamos que isso acabará sendo imparável”, disse Jürgen Thiele, sócio da Roland Berger Strategy Consultants. “Isso será um padrão de mercado, mesmo se algumas das antigas tarifas permanecerem”.

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