6 de fevereiro de 2006

Seguro de carro para jovens pode custar até 300% mais

Fonte: Diário do Grande ABC - 06/02/05
Hugo Cilo e Marcelo Moreira

O típico sorriso no rosto do jovem que compra o primeiro carro geralmente se desfaz no momento de contratar o seguro – em especial no caso de quem vive no Grande ABC. Se os altos índices de roubos e furtos são argumentos freqüentes – mas nem sempre convincentes – para as seguradoras reajustarem os preços, ter entre 18 e 25 anos é razão para as companhias torcerem o nariz e cobrar ainda mais caro.

As empresas se valem de estatísticas próprias para elevar o preço de forma abusiva, em boa parte dos casos, os valores de renovação. Segundo estudo interno de uma grande companhia de seguros do país – divulgado em primeira mão ao Diário –, essa faixa de idade respondeu por cerca de 55% dos acidentes urbanos e 63% dos rodoviários no ano passado.

Por essa razão, um jovem solteiro pode pagar até 300% mais pelo seguro de um mesmo modelo de veículo em relação a um condutor de 40 anos e que seja casado.

Os números são endossados pelo Detran-SP (Departamento Estadual de Trânsito). De acordo com último relatório do órgão, de cada três motoristas que se envolveram em acidente de trânsito na cidade de São Paulo em 2005, um tinha menos de 25 anos. A mesma pesquisa aponta que um em cada cem segurados sofriam algum tipo de acidente em 12 meses. Entre jovens, o número dobra para 16.

Esse pode ser apenas mais um artifício para jogar o preço do seguro nas alturas. Para indignação dos consumidores, renovar a apólice em janeiro passado custou até 100% a mais no Grande ABC para vários modelos, embora tenha havido queda nos índices de roubo e furto em Santo André em 2005.

Em São Bernardo e em São Caetano, as ocorrências cresceram, respectivamente 20% e 44% em relação a 2004 – bem abaixo, portanto, dos reajustes praticados pelas seguradoras – o que mostra que foram excessivos em alguns casos.

Curso – De olho no perfil do jovem condutor, a Porto Seguro lançou o Auto Jovem – seguro voltado para clientes com até 25 anos. A companhia elaborou um pacote de serviços voltados à educação no trânsito e direção preventiva. Gratuitamente, os jovens podem participar de curso de pilotagem no Autódromo de Interlagos, sob orientação da Escola Roberto Manzini. Quem faz o curso ganha descontos que variam de 3% a 25% na apólice, de acordo com modelo do carro e o local de residência. Ainda assim, os preços podem ficam nas alturas.

“Tivemos redução de 20% nas perdas totais (colisão em que o valor do conserto ultrapassa 40% do preço de tabela do veículo) entre os jovens após o início do curso. O resultado foi muito bom. Ou seja, os jovens não deixaram de bater o carro, mas passaram a bater mais leve”, explica o gerente de Auto da Porto Seguro, Marcelo Sebastião.

Fraude – Iniciativas voltadas aos jovens à parte, o fato é que o preço do seguro de automóvel para menores de 25 anos não só esbarra na inviabilidade como se torna abusivo. Levantamento realizado pelo Diário aponta que o valor do seguro anual de um Fiat Uno Mille, ano 2005, para cliente sem bônus, morador de Santo André, está em R$ 1,9 mil, em média, para consumidor homem, de 40 anos. O mesmo seguro, desta vez cotado para um jovem de 20 anos, fica em R$ 4,8 mil – quase 25% do valor do veículo, avaliado em R$ 23 mil.

Por isso, não é raro encontrar quem coloca o seguro em nome dos pais ou informa o endereço de residência no interior do Estado ou litoral, regiões em que a ocorrência de roubos e furtos é menor. “Esse é um dos grande problemas do setor hoje. Mas repassar à seguradora sempre informações verdadeiras evita dor de cabeça em caso de sinistro”, diz o presidente do Sincor-ABC, Carlos Alberto Pelais. “No entanto, as fraudes já representam 30% das ocorrências”, acrescenta Marcelo Sebastião, da Porto Seguro.


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Rastreador pode reduzir o valor da renovação do seguro

Do Diário do Grande ABC - 04/02/2006
Hugo Cilo

Última palavra em dispositivo antifurto para automóveis, os bloqueadores e rastreadores via satélite estão em moda no país, avançando em ritmo acelerado e se tornando alternativa de autodefesa no caso de seqüestros. As seguradoras alardeiam que o equipamento pode reduzir em até 30% o preço das apólices de seguro nas grandes cidades e regiões de alto índice de sinistralidade – caso do Grande ABC.

Entretanto, não é isso o que ocorre na prática, como o Diário mostrou ao longo desta semana. Clientes da região que possuem o rastreador tomaram um susto na hora da renovação da apólice janeiro: constataram indignados que brindados com reajustes de até 100%. Mesmo reclamando que possuíam o equipamento, não obtiveram nenhuma vantagem em relação ao valor abusivo.

De qualquer forma, bloqueadores e rastreadores servem como argumento na hora de escolher a melhor oferta de renovação. Ao contrário do que se imaginava na época em que as empresas do setor chegaram ao mercado brasileiro, cinco anos atrás, em vez de concorrer com as seguradoras, o serviço de bloqueio à distância passou a ser um aliado de peso.

A líder no segmento, por exemplo, cresceu no ano passado 69% nas vendas de localizadores e 17,5% em bloqueadores em comparação a 2004. Grande parte do sucesso é atribuído a parcerias com seguradoras.

“Assim que fizemos as primeira homologações, partimos em busca de seguradoras. Afinal, os prejuízos causados pelo aumento dos assaltos e roubos a carros oneravam os clientes e as próprias companhias de seguro”, diz o superintendente operacional da Car System, Elcio Fernandes Vicentin. A Car System mantém parceria com as companhias Porto Seguro, Chubi, Tokio Marine e Sul-América.

Segundo o diretor comercial da Ituran – outra gigante do setor de bloqueio e monitoramento de veículos –, Alon Lederman, a procura por equipamentos de controle à distância vive um dos melhores momentos da história. Ele afirma que a aproximação do setor com as seguradoras deu impulso significativo às vendas.

O maior cliente da Ituran – a Porto Seguro – concorda com Lederman. Alguns clientes de perfil de alto risco (jovens que moram em regiões perigosas e possuem carros visados por bandidos, por exemplo) chegam a receber gratuitamente o equipamento, em forma de comodato. “É uma alternativa viável para reduzir o preço dos seguros e reduzir a possibilidade de perdas”, garante o gerente de Autos da Porto Seguro, Marcelo Sebastião.

No entanto, aderir à onda do rastreador não pode iludir o consumidor. Sebastião afirma que o índice de recuperação de veículos está em queda. “Há três anos, mais de 95% dos veículos furtados eram recuperados pelo sistema de localização por satélite. Atualmente, essa porcentagem varia de 79% a 81%”, garante. “Mas é melhor recuperar 79% que 0%”, completa.

A iniciativa de instalar esse tipo equipamento já parte até das montadoras, como Volkswagen, Ford e Toyota.


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3 de fevereiro de 2006

Conduta preventiva reduz o preço do seguro em até 25%

Fonte: Diário do Grande ABC - 03/02/2006 - 08h19
Hugo Cilo

Baratear o preço do seguro de veículos numa região de altos índices de roubos e furtos – como é o caso do Grande ABC – pode parecer missão impossível, mas não é. Diante do crescimento dos sinistros (prejuízos ou danos) e do encarecimento dos seguros na região, companhias seguradoras afirmam que procedimentos simples podem reduzir o valor em até 25% no momento de assinar ou renovar o contrato.

O principal aliado do cliente na redução do preço ainda é o bônus – sistema cumulativo de pontos que dá desconto gradual a cada ano sem sinistro. De acordo com Ragime Torii, da CRJ Corretora, de Santo André, conquistar o máximo de bônus possível e adotar uma conduta preventiva garantem redução significativa no preço final.

"No ano passado, mais da metade dos carros roubados na região estavam estacionados na rua. Por isso, é preciso criar o hábito de deixar sempre o carro em estacionamentos. Afinal, mesmo que o veículo esteja segurado, em caso de furto há muitos gastos, como compra de outro carro e documentação, por exemplo", diz.

Segundo o diretor do segmento de automóveis da Marítima Seguros, José Carlos de Oliveira, reduzir o custo do prêmio pago pelos consumidores exige também mudança de conduta ao volante. "Além de não deixar o carro estacionado na rua, principalmente em regiões de barzinhos e faculdades, é importante não parar em semáforos de áreas perigosas durante a noite e madrugada e sempre instalar no veículo sistemas eletrônicos de segurança. Essas são medidas bem vistas e influem de forma positiva na redução do preço".

Práticas – Marcelo Sebastião, gerente da Porto Seguro – líder do setor no país, com 16% da frota segurada – destaca que pequenos detalhes podem não alterar o preço de imediato, mas compensam porque quanto mais tempo o consumidor ficar sem ter o carro roubado, mais barato será o valor da renovação. Apesar disso, levantamento realizado pelo Diário constatou que alguns segurados, mesmo com bonificação, tiveram os preços dobrados.

"Embora não haja relação direta na cotação, deixar o veículo em boas condições, sem adesivos que indiquem o estilo de vida do condutor – como locais em que a pessoa passa as férias – mecânica e suspensão em ordem, instalação de película regulamentada nos vidros e sistemas antifurto são medidas que podem ajudar na renovação por evitar sinistros", diz.

Já Carlos Alberto Pelais, diretor do Sincor (Sindicato dos Corretores de Seguros) no Grande ABC, garante que procurar profissionais especializados em seguros em vez de bancos é fundamental para o cliente encontrar o melhor custo/benefício do mercado. "As corretoras estão preparadas para indicar a melhor companhia de acordo com as necessidades do consumidor. Afinal, existem diferentes serviços e coberturas", orienta.

Já para tentar reduzir o valor pago não é raro encontrar quem coloca o seguro em nome dos pais ou informa o endereço de residência no interior do Estado ou litoral, regiões onde a ocorrência de roubos e furtos é menor. No entanto, a manobra pode ser uma cilada, isso porque as seguradoras investem cada vez mais em equipes que investigam a veracidade dos dados repassados pelos clientes.

Dicas para deixar o seguro do carro mais barato

- Deixar o carro sempre em estacionamento fechado (casa, trabalho, shopping, faculdade etc.)

- Equipar o veículo com alarmes, bloqueadores ou sistemas antifurto

- Manter a originalidade do veículo no momento da contratação do seguro

- Não cortar as molas (rebaixar), tunar ou turbinar

- Instalar break-light (luz auxiliar de freio)

- Colocar película escura regulamentada nos vidros (insulfilm)

- Levar o carro à vistoria com pneus em bom estado, sem bolhas e com os sulcos dentro das determinações legais (com no mínimo 1,6 mm de profundidade)

- Não deixar que menores de 25 anos dirijam o veículo

- Não acionar o seguro em caso de pequenas colisões

- Não colar adesivos que mostrem o estilo de vida do condutor


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Proteção para veículos mais cara na região

Fonte: O Globo - Data: 03.02.2006

Índices de roubos e de furtos se refletem em valores de seguro na Tijuca, que podem ser mais altos até que na Zona Sul

Moradores da Grande Tijuca começam a sentir no bolso os efeitos do alto índice de roubos e de furtos de automóveis na Grande Tijuca. Segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), entre fevereiro e dezembro de 2005, 1.502 veículos foram roubados e outros 1.017, furtados na área do 6º Batalhão de Polícia Militar (Tijuca). As estatísticas se refletem em valores de seguro, que sofreram aumento de até 78,8% em relação ao ano passado. Na região, os valores de seguro podem ser mais altos do que bairros da Zona Sul como Ipanema e Copacabana.

Apesar dos altos índices de roubos e de furtos de veículos, o advogado Afonso Inácio Loyola Bastos, que mora em Vila Isabel, desistiu de renovar o seguro de seu Vectra GLS, 2.2, 4 portas, ano 1999. Ele conta que recebeu da seguradora a informação de que este ano o valor subiria de R$2.058 para R$3.680, o que representa um reajuste de 78,8%.

— Estou assumindo um risco. Não vejo motivo para o reajuste. Minha rua é sem saída e tenho garagem em casa e no trabalho — argumenta Loyola.

O corretor de seguros José Alfredo Cardoso explica que as companhias estabelecem os preços com base nos índices de roubos e furtos.

Para moradores da Avenida Vieira Souto, em Ipanema, de acordo com a seguradora Porto Seguro, o seguro do mesmo veículo de Loyola fica em R$2.517,24. E para os da Avenida Nossa Senhora de Copacabana, o valor é R$2.741,79.


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2 de fevereiro de 2006

Seguro de veículos sobe até 100%

Fonte: Diário do Grande ABC - Data: 02/02/2006 - 07h27
Mariana Oliveira

O consumidor que for renovar o seguro de seu veículo neste início de ano terá uma surpresa desagradável. O valor da renovação no Grande ABC em janeiro subiu até 100% – o dobro da contratação em 2005, de acordo com o Sincor (Sindicato dos Corretores de Seguros do Estado de São Paulo). A situação atingiu até os segurados com bonificação, ou seja, aqueles não acionaram a seguradora durante a vigência da apólice anterior.

O aumento ocorre em proporções muito maiores do que apontam as estatísticas de furtos e roubos de carros da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo. Os índices de roubo são a principal alegação das seguradoras para definir o valor de uma apólice ou seu reajuste, segundo o Sindseg-SP (Sindicato das Seguradoras, Previdência e Capitalização do Estado de São Paulo).

Porém, a desproporção dos valores cobrados e os índices de criminalidade relativos a dezembro último, utilizado como referencial para formatação dos preços em janeiro, assustam e não se justificam. Fica claro que os reajustes das apólices foram excessivos.

De acordo com cotações feitas pelo Diário, uma Parati teve incremento de 100% na renovação. O seguro de um Vectra ficou 99% mais caro. Os reajustes contrastam com as taxas de crescimento dos delitos na região. Em dezembro último, houve queda de 19,5% nos roubos e furtos da região ante o mesmo mês de 2004. Somente em Santo André, considerada a cidade mais cara para seguros, os delitos caíram 30% no mesmo período.

Considerando todo o ano de 2005, a quantidade de roubos e furtos ficou estável na região – queda de 0,18%. Cidades como São Caetano e São Bernardo, por outro lado, apresentaram alta nas ocorrências – altas de 44,86% e 20,66%, respectivamente.

Segundo Carlos Alberto Pelais, diretor do Sincor no Grande ABC, as elevações acima de 80% ocorreram em casos específicos. "Alguns carros têm maior índice de roubos. Os flex (bicombustíveis), Paratis, Golfs, Astras e Unos foram os mais afetados." Pelais, entretanto, admite que os reajustes na região e na zona leste de São Paulo são os mais elevados do país.

As seguradoras alegam, de acordo com Pelais, que, para a formatação dos reajustes, levam em conta os índices de sinistralidade dentro de suas próprias carteiras de clientes, e não as taxas gerais de cada cidade. "Além disso, depende do perfil do cliente, a cidade onde mora e a idade. Tem seguradora que nem aceita determinados contratos, ou porque tiveram muitos sinistros ou porque o veículo tende a ser roubado." O secretário-executivo do Sindiseg-SP, Fernando Simões, informou que já existe no Grande ABC uma tradição de os seguros serem mais caros do que em outras regiões do Estado. "Isso porque a região tem alto índice de sinistralidade. Existe uma facilidade de fuga no caso dos roubos, devido à proximidade com São Paulo e a via Anchieta."

Para Sidnei Manuel dos Santos, proprietário da corretora Allent, de São Bernardo, está ficando difícil manter a carteira de clientes. "Os segurados estão reclamando muito. Os preços estão altos aqui na região. Fiz recentemente uma cotação de um mesmo carro e perfil de cliente. Com o endereço daqui, o preço era R$ 3,8 mil. Com um endereço no interior, caiu para R$ 2,1 mil."

Na Santos & Sabadin, de Santo André, o reajuste médio na renovação foi de 50%, mas chegou a 100% em alguns casos. "Isso tem influenciado muito a migração entre as seguradoras. Às vezes, um carro é mais roubado em uma companhia e fica mais barato se fechar com outra, mesmo com a bonificação", explica Adairton dos Santos, sócio-proprietário da corretora.

Ragime Torii, corretor da CRJ, de Santo André, disse que os preços chegaram a dobrar na renovação, mas o grande destaque foi para os carros flex. "Estranhamos muito. As seguradoras alegam que os veículos têm um componente eletrônico que é afetado no caso de colisões. Mas isso não justifica."

Enquete – Está disponível no site do Diário (www.dgabc.com.br) a seguinte enquete: os valores cobrados em janeiro para a renovação do seguro são justos? Participe com sua opinião.

Reajustes revoltam consumidores

Mariana Oliveira
Do Diário do Grande ABC

Revolta e irritação extrema. Esses foram os sentimentos dos consumidores do Grande ABC quando foram renovar suas apólices de seguro. O advogado João Batista Alves Bianchi, morador de São Bernardo, considera a situação surreal. O seguro do Astra dele que custou R$ 1,47 mil no ano passado, passou para R$ 2,42 mil neste ano na renovação – alta de 64,6%, mesmo após cinco anos sem a ocorrência de sinistros.

"Deixo sempre o carro no estacionamento e tomo todos os cuidados possíveis. Acho um absurdo um aumento nessa proporção, sendo que a inflação subiu entre 5% e 6%. O que falta para as seguradoras é um órgão regulador, que defina regras sobre os reajustes, por exemplo. Eles não podem simplesmente alegar que aumentou o número de sinistros na carteira deles e elevarem os preços. Afinal, o consumidor nunca terá certeza se essa informação é real ou não. Caberia um investigação por parte do governo, Susep ou Ministério Público. As seguradoras não podem ter esse poder de fazer o que quiserem", desabafa o advogado.

Para Bianchi, o prejudicado sempre é o consumidor. "Ficamos em uma situação difícil. Se ficarmos sem seguro, o ladrão nos rouba. Se fizermos seguro, o roubo é por parte das seguradoras. Não é possível que o bem das empresas privadas fique acima do bem da sociedade; é preciso haver uma fiscalização das ações das seguradoras."

O empresário Cléber Vieira, de São Bernardo, também ficou indignado com as elevações. Com uma frota na empresa de cinco veículos, a renovação do seguro do Vectra foi a que mais impressionou: passou de R$ 3,03 mil para R$ 6,03 – alta de 99%. "Foi assustador. A elevação foi muito alta, mesmo eu possuindo rastreador. Pode ser que as seguradoras estejam agindo de má-fé. Tudo bem que o índice de roubos é alto, mas os aumentos são absurdos."

O advogado Marcelo Gomes, de São Bernardo, precisou até vender sua Parati neste ano. Isso porque a renovação do seguro do carro mais do que dobrou: passou de R$ 1,2 mil para R$ 2,5 mil. "Todo mundo que tem Parati reclama. Me convenci de que o carro não compensa. Acabei comprando um Palio Weekend, que nem peguei na concessionária ainda, e o seguro ficou em R$ 1,3 mil. Os preços estão muito altos."

A analista jurídica Letícia May Koga, de São Bernardo, foi fazer o seguro do primeiro carro, um Palio, e verificou que o preço mais barato encontrado representa 10% do valor do carro. "Sem seguro não dá para ficar, mas os preços estão absurdos. Acho que as seguradoras estão aproveitando a onda de violência para explorar o consumidor."

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1 de fevereiro de 2006

Seguro de vida: dobre a atenção

Fonte: InfoMoney - Data: 02/02/2006

Contratar uma apólice de seguro de vida é cada vez mais comum nos dias de hoje. As coberturas são as mais variadas e, portanto, a atenção precisa ser dobrada, sobretudo no que diz respeito ao detalhamento destas informações.

Isto porque existe uma série de cláusulas restritivas, as quais devem ser descritas em contrato com muito detalhe para que não haja complicações depois da contratação do seguro.

É o caso, por exemplo, das doenças preexistentes, que, tal como nos planos de saúde, devem ser informadas antes da contratação do seguro. Em alguns casos, a seguradora não oferece cobertura para complicações em determinadas doenças, por isto a razão de tantos detalhes em contrato.

Corretor de confiança

Exija que o corretor seja cadastrado na Superintendência de Seguros Privados (Susep) e evite contratar produto que resulte de venda casada. Pedir indicação de pessoas de confiança também é bastante válido.

Apenas com um corretor sério é que será possível esclarecer todas as dúvidas que surgem no momento da contratação do seguro, afinal, ele é capacitado para fazer pesquisas de mercado e lhe oferecer as melhores condições.

Coberturas: detalhamento é fundamental

Da mesma forma que as cláusulas restritivas devem ser muito claras nos contratos, o mesmo vale para as variedades de coberturas.

Suponhamos que o contrato garanta cobertura em caso de invalidez permanente. Então será preciso saber o que a seguradora considera invalidez permanente e quais são os trâmites caso o problema ocorra.

O mesmo cuidado serve para todas as demais coberturas. Afinal, você não quer correr o risco de acreditar que está pagando por uma determinada cobertura e, na hora que mais precisar, ter surpresas nada agradáveis!


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Os Rolling Stones e o U2 fazem seguros milionários

Fonte: Gazeta Mercantil - Data: 31.01.2006

Fãs do U2 não pouparam esforços para conseguir um ingresso do show da banda irlandesa em São Paulo, na primeira leva de vendas. Fãs do Rolling Stones vêm planejando como garantir um lugar para ver a banda britânica tocar na praia de Copacabana, no Rio. Enquanto isso, o corre-corre no setor de seguros nos últimos dias foi para avaliação dos riscos e probabilidades de acidentes, para o cálculo do preço do seguro dos dois eventos, que ocorrem em fevereiro.

A não realização do show e os danos a terceiros são os principais riscos da promotora Planmusic, do empresário Luiz Oscar Niemeyer, que pagou cerca de 3% do valor segurado para se proteger. Se o espetáculo de Mick Jagger não ocorrer, a promotora terá até R$ 9 milhões para custear as despesas. É o segundo maior contrato do gênero no Brasil após o do Rock in Rio de 2000. Se o U2 não fizer o show, o custo da seguradora será de R$ 4,5 milhões.

A corretora Aon, com as seguradoras Generali e ACE, e o ressegurador IRB Brasil Re, foi a responsável pela contratação do seguro dos dois espetáculos. Apesar de os entrevistados não revelarem detalhes dos contratos, as duas apólices são assunto de todos do setor, principalmente porque o risco ficou no Brasil, sem a necessidade de contratação de resseguro internacional, o que fez um grande número de seguradoras participar do contrato.

A apólice do Rolling Stones tem indenização máxima de R$ 9 milhões e a do U2 de R$ 4,5 milhões para as despesas com a não realização do show. Ou seja, o prêmio ficou próximo a R$ 300 mil, considerando-se a taxa de 3%. "Se o show estivesse programado para a última sexta-feira, quando um temporal arrasou o Rio, com certeza a seguradora teria prejuízo, pois o show não teria condições de se realizar", disse Marco André, diretor da Generali Seguros, responsável pelas apólices de "no show", que não quis confirmar os valores levantados por este jornal.

Segundo Felipe Figueira, diretor da Aon, o seguro de risco de cancelamento e não aparecimento é de difícil colocação no mercado brasileiro. Apenas duas seguradoras trabalham com este tipo de apólice. "E elas operam pois contam com a capacidade de retenção do IRB Brasil Re. Hoje, o IRB retém a maior parte do risco, com uma capacidade na carteira de cancelamento de US$ 5 milhões, o que facilita e agiliza o andamento do processo no País", explicou.

O valor do contrato de responsabilidade civil não é divulgado, nem no Brasil nem no mundo, para evitar que este valor acabe influenciando o cálculo de ressarcimento em eventuais ações judiciais que possam ser movidas contra os organizadores.

Comenta-se no setor que o risco foi todo absorvido no mercado brasileiro, que conta com capacidade total de responsabilidade civil de US$ 35 milhões. "Um milhão de pessoas previstas para o show dos Rolling Stones para um mercado que ainda não tem muita experiência, é assunto para poucos interessados", avalia Dulce Thompson, analista de risco da Aon.

Robert Hufnagel, superintendente da ACE, responsável pelos contratos de responsabilidade civil, a cobertura do contrato envolve danos materiais e pessoais causados desde um quebra ou pisoteamento ocorrido devido ao atraso do show, por exemplo, até o desmoronamento de arquibancadas, desde que a culpa seja legalmente imputada à promotora do evento.

O primeiro show, gratuito, é o do Rolling Stones, com uma única apresentação, na praia de Copacabana no Rio de Janeiro, no dia 18 de fevereiro. A prefeitura do Rio, uma das patrocinadoras do evento, estima uma platéia próxima a 1 milhão. O U2 realizará dois espetáculos, dias 20 e 21 de fevereiro, em São Paulo, no estádio do Morumbi, com capacidade para 73 mil para cada show. A disputa pelos ingressos é acirrada. O mais barato custa R$ 200. "Um show é na praia, com um público misto. O outro é em um estádio, com público pagante. São riscos totalmente diferentes para serem avaliados", disse o executivo da ACE, que trabalha agora com eventos do Carnaval e show do Santana.